Relatório de finanças da Igreja Adventista destaca padrões de contribuições e impacto da economia


Contratações na sede denominacional estão congeladas com queda dos dízimos no quarto trimestre de 2008; significativo marco para contribuições fora da América do Norte
 
Tesoureiro da Igreja Adventista, Robert Lemon, apresenta seu relatório à Comissão Executiva da sede denominacional mundial em Silver Spring, Maryland, EUA, no domingo 15 de abril. Na sede administrativa prosseguem os cortes orçamentários em face da situação econômica global. [Foto de Rajmund Dabrowski]
Dirigentes adventistas do sétimo dia prosseguem monitorando a economia no que diz respeito a padrões de dízimos e como a sede denominacional mundial reage à atual situação econômica.
 
Num relatório à Comissão Executiva da IASD, domingo, dia 5 de abril, oficiais denominacionais revelaram economia de um congelamento em contratatações e como os índices cambiais têm afetado os dízimos pelo mundo.
 
A sede administrativa da IASD em Silver Spring, Maryland, EUA, continua operando segundo seu limite de 2 por cento dos dízimos mundiais. No ano passado isso chegou a cerca de 35,3 milhões de dólares, ou cerca de 15 por cento abaixo do limite máximo.
 
Na sede mundial houve economia para o ano de cerca de 1,6 milhõs de dólares por deixar algumas vagas de 20 funcionários sem serem preenchidas. Uma redução de 20 por cento em despesas de viagem e redução de despesas orçamentárias em geral serviram para uma economia adicional de 1,4 milhões de dólares.
 
O tesoureiro mundial da denominação, Robert Lemon, fez notar uma redução de 5 por cento no montante de dízimos e ofertas em dólares americanos recebidos na sede mundial da IASD para o quarto trimestre de 2008 em comparação com o mesmo trimestre de 2007.
 
"Parte disso deve-se a mudanças nos índices cambiais, mas ocorreu também redução em dízimos e ofertas nos EUA devido à economia", comentou Lemon aos membros da Comissão.
 
Lemon explicou não ser ainda possível confirmar a tendência dos dízimos e ofertas comparando os primeiros trimestres de 2008 e 2009. Enquanto os totais para o primeiro trimestre de 2009 ainda estejam chegando, uma comparação válida dos primeiros dois meses do trimestre não se faz possível pois há um número diferente de sábados envolvidos.
 
Quando totalizados, esses números poderiam afetar ainda mais a sede mundial. Em fevereiro, Lemon disse aos funcionários que um declínio contínuo no valor de dízimos e ofertas nos EUA em 5 por cento significaria uma redução no orçamento operacional e uma perda de 8 milhões de dólares.
 
Os membros da Comissão ouviram uma estatística que demonstra um crescimento a nível mundial da Igreja: desde o seu início a Igreja Adventista sempre recebeu mais dízimos da região norte-americana do que das demais 12 regiões combinadas. Mas no ano passado, isso mudou -- o total de dízimos da América do Norte totalizou 894 milhões de dólares e os dízimos de outras regiões alcançou 1,04 bilhões.
 
Ainda assim, a América do Norte contribui com cerca de 63 por cento quando combinando dízimos e ofertas. Mais especificamente, cerca de 13 por centro procede de membros na região sudeste e cerca de 12 por cento da região do Pacífico dos EUA.
 
Globalmente, os dízimos atingiram 1,93 bilhões de dólares em 2008, com aumento de 8,5 por cento sobre 2007, a despeito dos problemas na economia. Os dirigentes da Igreja disseram, contudo, que cerca de 43 por cento desse aumento em termos de dólar Americano deveram-se a flutuações nos índices cambiais para as diferentes moedas pelo mundo.
 
As ofertas para missões da América do Norte em 2008 totalizaram 23,7 milhões, comparados com 24,1 milhões em 2007. Mas as ofertas para missões de outras regiões subiram substancialmente para 44,7 milhões de dólares em 2008, acima dos 38,1 milhões de 2007. Como no caso dos dízimos, cerca de metade desse aumento deveu-se a índices cambiais, esclareceu Lemon.
 
Os tesoureiros também certificaram os membros da Comissão Executiva sobre fundos para os quais gentes de investimentos na sede denominacional são responsáveis, o que totalize cerca de 295 milhões de dólares e inclui despesas operacionais, verbas alocadas para projetos, concessões e díizimo extraordinário. Esse dízimo foi recebido de uma única fonte, com 90,4 milhões de dólares contribuídos em 2007 e 11,3 milhões em 2008.
 
Cerca de 11 por cento do Fundo Operacional da denominação é investido em ações, enquanto 89 por cento em investimentos de renda fixa. Nenhuma parte dos dízimos extraordinários foi investida em ações.

 
Para o ano de 2008 o total de investimentos gerou um retorno negativo de 7,6 milhões, ou uma perda de 2,6 por cento, mas um retorno positive foi experimentado no dízimo extraordinário de poupança de baixos juros.
 
Para obter uma cópia do relatório do tesoureiro à Comissão Executiva no Concílio de Primavera, e as declarações financeiras combinadas da Igreja para 2008, mande um e-mail para adventistnews@gc.adventist.org

Nossos Comentários:

1.93 Bilhões de dólares de dízimo em 2008
   11%  significa 212 Milhões de dólares aplicados na Bolsa de New York.
   
Esse dinheiro é aplicado na Bolsa de Valores para pagar menos  "resseguros" e aumentar os lucros nas 5 companhias de seguros da Conferência Geral.

Na hora que o dinheiro é colocado na sacola chama-se simplesmente DÍZIMO, e depois eles dão vários "apelidos" para mascarar finalidades diferentes !!!

 
Explicações:
Nas PRAXES das Divisões, existe uma forma da dízimo mudar de nome e poder ser empregado em outras finalidades. Primeiro o dinheiro tem que ser enviado para os níveis administrativos superiores, e depois esse dinheiro é devolvido com outro nome.

As Companhias de Seguros, são obrigadas a pagar imediatamente aos segurados. Por essa razão o enorme capital exigido pelas Leis do país, devem ser de CONERSÃO IMEDIATA. Não podem se depósitos bancários de prazo fixo; não podem ser imóveis e só podem ser depósitos imediatamente disponíveis.

Os bancos americanos não pagam juros em depósitos que não sejam de prazo fixo, e por essa razão a organização Adventista prefere jogar na Bolsa de Valores, porque a longo prazo sempre dá lucro.

Dependendo do Capital das Companias de Seguro, ainda devem fazer re-seguros. No Brasil existe uma instituição bancária chamada Instituto de Resseguros do Brasil. http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Resseguros_do_Brasil

Por sua vez os Institutos de Resseguros, ainda fazem um seguro no Loyd de Londres, que pertence a família Real da Inglaterra.

Quanto mais capital tiver a Companhia de Seguros, menor re-seguro ela é obrigada a fazer, e maior será o seu lucro.